Época de construção: 1894
Uso original: Residência e comércio de armarinhos
Uso atual: Comércio
Proprietário: Família de José Carlos Chioratto
Endereço: Rua Candido Bueno, 982 – Centro

Breve Histórico

Casa reformada e demolida em parte. Atualmente é um estabelecimento comercial na esquina da Rua Cândido Bueno com Coronel Amâncio Bueno. Foi construída pelo fundador da cidade em 1894. Projeto do engenheiro ferroviário Guilherme Giesbrecht. Vendida a Generoso Castanho, imigrante espanhol, ali residiu com seu grande comércio, criando seus filhos. Em seguida morou a Família de Gilberto Martins, filho de Manuel Martins, proprietário da pedreira. Foi adquirida pelo imigrante libanês, exemplo de bondade e fé católica, Calil Abib Najjar, casado com a saudosa D. Fádua Curi Abib, exímia costureira e artista do bordado, na década de 1940. Em seu espaço funcionou grande loja com sortimento de roupas, tecidos, perfumes, chapéus, calçados e colchões até a década de 70. Nesta Loja acorria a população da zona urbana e rural para as compras. Vendida a José Carlos Chiorato, transformou-se em Papelaria e até hoje funciona apenas como comércio. Parte de sua fachada foi sacrificada, pois construiu-se em parte dela moderno sobrado para aluguel. A Casa sofreu várias reformas e intervenções. De seu porão construíram-se várias salas comerciais de aluguel. Há necessidade de RESTAURO na mesma.

Casarão Generoso Castanho

Lá ainda resta parte de um dos onze primeiros casarões de 1894 do Cel. Amâncio Bueno, projeto de Guilherme Giesbrecht. Quem olha da frente da Igreja, ele fica à direita, na esquina Abrigou famílias pioneiras que, na luta do dia a dia, construíram nossa história. Pela tradição oral, soubemos que os imigrantes espanhóis da Família Castanho devem ter sido os primeiros compradores do imóvel. Ali se estabeleceram com Comércio de Secos e Molhados. Generoso Castanho e Adelina, esposa, ali criaram seus sete filhos. No fim da década de 1930, a família empreendeu negócios em Amparo e mudou-se para lá. O casarão foi habitado por família de portugueses que adquiriu a pedreira que vendia seu produto para a Cia. Mogiana. Manoel Martins e seu filho Gilberto eram os proprietários. Ao transferir seus negócios esta família também mudou-se e o prédio foi vendido a um imigrante libanês, Sr. Calil Abib Najjar. Trazia sua irmã, Sra. Maria com seu filho Serafim Abib, apelidado de “Chafi’. Vinham do Bairro Carlos Gomes. Lá a família começou a vida como mascate. Seu Calisto era homem reconhecido por sua bondade, temente a Deus, membro da Liga de São José e muito trabalhador. Nesta esquina, montou grande loja de tecidos, roupas feitas, aviamentos de costura, perfumaria, calçados, chapéus, camas, colchões… Casou-se com sua patrícia, Fádua Curi, hábil costureira e bordadeira. Adquiriu também de Generoso Castanho imóvel à esquerda da praça central e montou Bar para sua irmã, Maria Abib. Seu Calisto formou o sobrinho, Chafi, Advogado. Antes, porém comprou-lhe máquina fotográfica importada, respeitando a paixão que o mesmo tinha por fotografia. Isto fez dele sem que o quisesse, brilhante fotógrafo dos casarões, das famílias e do centro da Vila dos anos 40 e 50. Infelizmente morreu cedo, em 1950. D. Fádua, viúva, sozinha, ficou com grande comércio para administrar e com três crianças: Rosa, Antonieta e José Eduardo. Com muita fibra manteve vivo o comércio e formou os filhos. Trouxe seu irmão, seu “Tufi” de Ribeirão Preto para ajudá-la. Era era “retratista” e trabalhava com enorme máquina que se assentava sobre um tripé. Não fotografava antes de cuidar de todos os detalhes da roupa, gravata e cabelos dos noivos e dos fotografados. Dona Fádua, foi exemplo de lutadora até quando permitiram suas forças, no raiar de 1980. A frente comercial do imóvel desde os anos 60 já se apresentava dividida entre sua loja, Bar e Sorveteria, Barbearia, Leiteria e Mercearia. O prédio foi vendido nos anos 1990. Continuou inteiro com sua construção original. Recentemente, parte do casarão, infelizmente, foi destruído onde subiu imóvel comercial com dois pavimentos. Manteve-se o salão comercial principal e o casarão foi fracionado em salas comerciais de aluguel. É preciso desenvolvimento e progresso, porém que se faça com sustentabilidade, preservando as fachadas de um patrimônio arquitetônico que revela as características da época, num Centro Histórico. Hoje a arquitetura tem recursos e meios para adequar internamente tais imóveis para as múltiplas necessidades do mundo atual. Neste mês, o Conselho e proprietários reivindicaram aos vereadores que se incluísse na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO/2020) a isenção de IPTU e de taxas municipais para o imóvel cuja fachada histórica for resgatada e preservada. Portanto a PRESERVAÇÃO SÓ DAS FACHADAS poderá reverter-se em diversos incentivos fiscais. Constarão na Lei Orçamentária Anual (LOA) e, ao se elaborar o novo Plano Diretor do Município estudar-se-ão a transferência do potencial construtivo e a criação de um fundo para preservação do patrimônio histórico que beneficiarão o proprietário. Num processo moroso revitaliza-se arquitetônicamente o Centro Histórico do Velho Jaguary, respeitando-se sua evolução. Tomaz de Aquino Pires