Descrição:
Época de construção: Primeiras décadas do século XX
Uso original: Residência reformada de médico e de diretor de escola
Uso atual: Comércio
Proprietárias: Eni e Fernanda Poltronieri Santos
Endereço: Rua Cândido Bueno, 805 – Centro

Breve Histórico

Segundo depoimentos da Sra. Regina Chiavegato de Godoy, este imóvel foi adquirido, no início da década de 30 pelo médico Dr. Deodoro Reis, conhecido com Dr. Baiano, orador, literato, conferencista. Casado com D. Rosália Santos (Dona Lola), fundadora da Pia União das Filhas de Maria, diretora e cantora meio-soprano do Coro Santa Cecília da Paróquia de Santa Maria de Jaguary. O casal veio de Sorocaba (1932-1943). O imóvel foi reformado pelo médico, depois vendido ao Diretor do Grupo Escolar de Jaguary, depois “Cel. Amâncio Bueno”, Prof. Oscar de Almeida. Escritor, orador, poeta, compôs hinos escolares. Veio de Rio Claro com a esposa, Profª. Zilda, e filhos (1932-1947). Batalhou incansavelmente pela sede própria do Grupo Escolar. Médico e Diretor, BENEMÉRITOS, estavam sempre presentes e participantes da vida comunitária nas cerimônias religiosas, eventos filantrópicos, conferências, formaturas, discursos e inaugurações. A singular arquitetura marca a identidade da vila nos anos 30 e 40, conservada pelos sensíveis proprietários seguintes que respeitaram até o presente momento a memória e a história do lugar. As professoras Eni e Fernanda Santos Poltroniéri são as atuais proprietárias do casarão. Educadoras sabem que uma cidade sem memórias é um local sem passado e sem futuro, por isso preservam com respeito a arquitetura original do imóvel. A história de um prédio é a identidade de uma cidade e de seu povo.

Casarão de Dr. Deodoro e de Oscar de Almeida

Segundo depoimentos da Sra. Regina Chiavegato de Godoy (1920), este imóvel situado na Rua Cândido Bueno Nº 805 foi adquirido, no início da década de 30 pelo médico Dr. Deodoro Reis. “Já havia ali há décadas atrás”. Em tempos passados ficava vizinho da Farmácia de Walter Ferrari e de Luís Fernandez Costódio. Hoje situa-se na frente das “Lojas Cem”, no centro da cidade. A construção original, segundo arquiteto, provavelmente do início do século XX. Alicerces, possivelmente em pedra com argamassa e areia. A varanda da frente tem o formato em “L” acessada por uma escada encaixada na parte recuada. Possui guarda corpo em alvenaria fechado por balaustrada; e dois arcos em alvenaria com rusticagem na mesma. Apresenta ornamento na frente e nas laterais por gradil de madeira e lambrequins no beiral do terraço. Apresenta traços de arquitetura eclética de orientação romântica de chalé. As paredes internas eram pintadas a mão em motivos florais, segundo depoimentos de seus moradores. Ela foi reformada nos anos 1930. O médico era conhecido como Dr. Baiano, médico do Distrito de Paz de Jaguary de 1932 até 1943. Foi orador, literato, poeta, conferencista. Casado com D. Rosália Santos (Dona Lola), fundadora da Pia União das Filhas de Maria, coralista, diretora do Coro Santa Cecília da Paróquia de Santa Maria de Jaguary. O casal veio de Sorocaba, morou aqui por 11anos. O imóvel foi comprado e totalmente reformado pelo médico. Depois foi vendido àquele que se tornou seu grande amigo, Prof. Oscar de Almeida, Diretor do Grupo Escolar. Dona Lola, mesmo viúva, vinha de Sorocaba visitar sua cunhada viúva, D. Alda Voltan e sobrinha Cidinha V. Santos, aqui residentes, geralmente nas Festas de Sant’Ana. Relembrava os velhos tempos de Coralista e solava várias Ave-Marias e músicas clássicas da Harpa de Sião, com sua cristalina voz de meio soprano, encantando os fiéis e Pe. Gomes. Foi apelidada “Rouxinol do Prado”. A casa foi vendida ao Prof. Oscar de Almeida, diretor do grupo Escolar de Jaguary. Foi escritor, orador, poeta, compôs hinos escolares. Veio de Rio Claro com a esposa, Profª. Zilda, e filhos (1932-1947). Batalhou incansavelmente pela construção de uma sede própria para o Grupo Escolar.Construiu a história local nobremente com suas lides educacionais e sociais nos quinze anos em que aqui permaneceu. Formava dupla de intelectuais com Dr. Deodoro. As atitudes meritórias de ambos estão registradas em “A Comarca” deste período e em “A voz de Jaguary”, jornal criado por Padre Mílton Sant’Anna. Os três eram os redatores responsáveis pelo jornal da paróquia. Prof. Oscar recebeu homenagem póstuma tornando-se patrono de EMEI, assim como denominou praça ainda não urbanizada no centro de cidade. Médico e Diretor BENEMÉRITOS estavam sempre presentes na vida comunitária nas cerimônias, eventos filantrópicos, conferências, formaturas, discursos e inaugurações. Foram grandes colaboradores do jornal “A Voz de Jaguary” em 1941. A singular arquitetura da casa marca a identidade da vila nos anos 30 e 40, conservada pelos sensíveis proprietários seguintes que respeitaram até o presente momento a memória e a história do lugar. O imóvel foi vendido pelo educador ao Sr. José Frazato no fim da década de 1940. As atuais proprietárias do casarão são as professoras Eny e Fernanda Poltroniéri Santos. As Educadoras sabem que uma cidade sem memórias é um local sem passado e sem futuro, por isso preservam com respeito a arquitetura do imóvel, deixado por seus pais: Coletor Estadual e Vereador Sebastião Darci dos Santos e Prof.ª Ivone Frachetta Poltronieri. A história das famílias e o patrimônio cultural material está preservado e respeitado na manutenção da arquitetura, de seu singular estilo de época. Ele revela a identidade de uma cidade e de seu povo. Está preservado pelo CONPHAAJ, Conselho do Patrimônio Histórico, em seus dois cômodos frontais por apresentar singular estilo arquitetônico. Tomaz de Aquino Pires