Descrição:
Época de construção: 1911
Uso original: Residência e comércio
Uso atual: Residência e comércio
Proprietário: Família Chiavegato
Endereço: Rua Alfredo Engler, 257 – Centro
Breve Histórico
Augusto Chiavegato, filho de Antônio Chiavegato e de Regina Visentini, natural de Verona, casado com Águeda Cavallini, filha de Caetano Cavallini e de Maria Breviglieri, natural de Bologna, construiu casarão para seu Comércio de Secos e Molhados, à frente, e residência atrás, com entrada por uma bonita varanda lateral, acolhedora da comunidade. Augusto tinha comércio com seu irmão Fortunato na Estação de Jaguary. Depois de grande venda, as salas da frente, nos anos 50 e 60, foram Selaria e Funerária do genro, Bento Alves de Godoy, Sapataria dos Bergamasco, Leiteria de Moacyr Malachias. Hoje, as salas estão alugadas para diversificado comércio de roupas. A família soube preservar até o presente momento a fachada do imóvel onde o piedoso casal cristão criou doze filhos: Valdomiro, Ilde, Reinaldo, Adolfo, Alfredo, Mário, Augusta, Carmelita, Antônio Carlos, Sílvia, Regina e Lucila. Estas construções são marcos que evocam a memória e a história das famílias e do Distrito de Paz de Jaguary. “Cumpre guardar o Passado, porque Ele é o Presente para o Futuro.
Casarão dos Chiavegatos na Alfredo Engler
Augusto e Fortunato Chiavegato montaram um Armazém na Estação de Jaguary de 1875. Eles Vieram da Itália com seus pais e mais três irmãs: Elisa, Desolina e Angelina. Eram cinco filhos de Antônio Chiavegato e Regina Visentini Chiavegato. Eram naturais de Verona, Região da Lombardia. Augusto casou-se com Águeda Cavallini, filha de Caetano Cavallini e de Maria Breviglieri, usineiros de cana de açúcar em Itapira, segundo depoimento da filha Lucila. Estes vieram de Bologna. Augusto construiu um grande casarão na Rua Alfredo Engler, nº 257, em 1911. Testada alinhada com a calçada. Este imóvel tem seus alicerces de pedra em amarração. O arcabouço principal de tijolão manual de barro também em amarração com cal, barro e areia. Destacava-se a fachada frontal com quatro esplêndidas portas duplas em madeira de lei, pintadas em óleo, terminando em arcos romanos fechados por bandeiras trabalhadas em ferro sem solda. Neste prédio, Augusto estabeleceu seu grande Comércio de Secos e Molhados, à frente, e residência atrás, com entrada por uma artístico alpendre lateral. Casarão cheio de filhos e de vida, acolhedor da comunidade. O piedoso casal cristão criou ali seus doze filhos: Valdomiro, Ilde, Reinaldo, Adolfo, Alfredo, Mário, Augusta, Carmelita, Antônio Carlos, Regina, Sílvia, e Lucila. Passada a fase do comércio da família, as salas da frente, nos anos 50 e 60, foram Selaria e Funerária do genro, Bento Alves de Godoy, Sapataria dos Bergamasco, Leiteria de Moacyr Malachias. Hoje, as salas estão alugadas para diversificado comércio de roupas. Não se preservaram as altas portas duplas em madeira de lei, encimadas por grades artesanais de ferro, pois foram, substituídas por portas baixas modernas de vidro blindex, lamentavelmente. A família preservou a fachada restante do imóvel. Mantém-se o alto da fachada cujo valor ornamental está na platibanda que esconde o telhado da frente. As platibandas localizam-se em duas partes centrais. Na da esquerda há as iniciais do proprietário construtor: A.C., à direita o ano de construção, 1911. Na platibanda veem-se cornijas, ornamentos e cinco compoteiras sobre cada pilastra frontal. Nas duas laterais as platibandas são decoradas com balaústres originais de cimento. Estas construções são marcos que evocam as memórias e a história da família e do Distrito de Paz de Jaguary. Cumpre preservar o passado, porque Ele se torna um “presente” para o futuro. Esta rica e artística fachada externa há de permanecer para a posteridade, e pretende-se que seja restaurada nos detalhes das portas de madeira que perdeu, nos arcos romanos em ferro, como as portas da esquina do João (Abel e Amélia) Ferrari. Este imóvel, patrimônio histórico artístico arquitetônico é o símbolo da história da Família italiana que ali viveu e trabalhou. A preservação desta fachada frontal, em sua plenitude, “ainda que se construa atrás dela um prédio de quatro andares, conforme permite a legislação vigente”, é a manutenção da história da fundação da Vila de Jaguary.” O passado não é aquilo que passou, mas o que fica do que passou” (Dr. Alceu de Amoroso Lima). Fica registrada a História. Não se varre a mesma de nossas ruas. Assim, possivelmente, acontecerá com alguns patrimônios históricos artísticos e arquitetônicos salvos do flagelo da demolição. E assim o Conselho de Defesa do Patrimônio Municipal (CONPHAAJ) através de legislação específica, luta por conscientizar os cidadãos do incalculável valor presente nas antigas ruas deste Centro Histórico, espelho da história do povo e da cidade. Investir no resgate do patrimônio Histórico é preservar nossa paisagem cultural, nossa História, investindo em Turismo e Economia. Assim também devem proceder todas as cidades salvando suas Memórias, sua História, sua identidade, como faz o mundo moderno. Tomaz de Aquino Pires