Descrição:
Época de construção: 1896
Uso original: Residência e sapataria
Uso atual: Comércio
Proprietário: Ilzeu Bodini
Endereço: Rua Alfredo Engler, 357 – Centro

Breve Histórico

Carlos Bergamasco era casado com Josephina Grosso, ambos, imigrantes italianos, naturais de Vincenza. Carlos Bergamasco e Irmãos (Vicente, Pedro e João) compraram um terreno do Cel. Amâncio Bueno na Rua Alfredo Engler onde construíram sua casa em 1896. Eles eram sapateiros, excelentes artesãos, por profissão. Carlos era filho de Antônio Bergamasco e de Angela Blin. Josefina era filha de Luigi Grosso e de Catarina Barbisan. Carlos e Josefina (Bepa) tiveram dez filhos: Angelina, Emília, Emílio, Mariquinha, Lucilo, Benedito, Izaíra, Otávio, Antónia e Julieta. Família católica praticante que participava ativamente do culto religioso e seus membros pertenciam às Associações Religiosas, devotos do Sagrado Coração de Jesus. Frequentavam assiduamente a Igreja com seu uniforme e insígnias da Irmandade do Apostolado da Oração. A casa foi adquirida pelo genro, Boaventura Bodini, marido de Antônia Bergamasco. Atualmente a residência tem uso comercial, o filho, Ilzeu Bodini, cidadão participante da vida comunitária e da Igreja, ambientalista, tem profundo zelo pela história da cidade e respeito pelo Patrimônio Histórico da mesma. Daí o seu cuidado e zelo pelo restauro do imóvel, símbolo da história de sua família e de sua cidade natal. Comprova palavras do Historiador judeu Erick Hobsbawn: “O Passado é uma dimensão permanente da consciência humana”. Parabéns à Família pelo RESTAURO.

Casarão de 1896 – Família Bergamasco

Carlos, Vicente, Pedro e João eram filhos de Antônio Bergamasco e de Angela Blin. Eram imigrantes italianos, naturais de Vincenza. Carlos Bergamasco e seus três Irmãos (Vicente, Pedro e João) compraram um terreno do Cel. Amâncio Bueno, fundador da Vila Bueno, na Rua Alfredo Engler nº 357 onde construíram sua casa em 1896. Eles eram sapateiros, por profissão. Carlos Bergamasco casou-se com Josephina (Bepa) Grosso, também natural de Vincenza. Josefina era filha de Luigi Grosso e de Catarina Barbisan. Ali este novo casal construiu sua família. Nasceram-lhes dez filhos: Angelina, Emília, Emílio, Mariquinha, Lucilo, Benedito, Izaíra, Otávio, Antônia e Julieta. Família católica fervorosa que participavam ativamente do culto religioso e seus membros pertenciam às Associações Religiosas, devotos do Sagrado Coração de Jesus. Frequentavam assiduamente a Igreja com seu uniforme e insígnias da Irmandade do Apostolado da Oração e de outras associações. Família que rezava diariamente o Rosário, contemplando os mistérios da vida de Cristo, como muitas famílias católicas de ascendência latina. A casa ficou com a filha mais nova, Antônia Bergamasco casada com Boaventura Bodini. E agora é propriedade de uma neta: Iris Bodini Grillo. Este exemplo de vida cristã e trabalho tem permanecido com membros das gerações sucessivas, inclusive no respeito para com o patrimônio histórico construído pelos patriarcas; pois a família soube manter o estilo arquitetônico exposto em sua fachada e a estrutura geral deste casarão reveladores da época, da memória, da história, da identidade do povo e do lugar. O imóvel abrigou gerações de sapateiros que mantinham na sala da frente seu comércio. Esta construção já integra o Cadastro Municipal do Patrimônio Histórico na página 40. Segundo a arquiteta Eloísa Magri Rebello Wadt do CONPHAAJ é um imóvel alinhado com a testada da calçada. Suas fundações são de amarração de pedras, como era usual na época. A alvenaria estrutural de tijolo de barro tem assentamento em amarração, sendo as paredes externas com espessura de um tijolo e meio de largura em sua maior parte e as internas com um tijolo. Tiraram-se as calçadas altas com degraus nos anos de 1970. Nos degraus havia argolas de ferro chumbadas para amarrar ali os animais dos clientes que procuravam o comércio existente na rua. Desceu-se o piso daquelas enfileiradas casas. Atualmente alcança-se a sala da frente através de um degrau aproximadamente de 20 cm de altura. As salas subsequentes são em nível mais alto, alcançado através de quatro degraus de aproximadamente 18 cm cada um. A sala da frente tinha as portas de madeira maciça que, atualmente, foram trocadas por modernas portas de vidro. Vê-se a platibanda, ocultando o telhado em duas águas. Há ornamentos como as cornijas e molduras em cima. Este tipo de frente de casa, de telhado foi chamado de Republicano, porque muito usado na época da Proclamação da República. As esquadrias da fachada, em arco romano, permanecem em suas dimensões originais, apresentando acabamento com grades de ferro, com desenhos bem elaborados e bem conservados. Parece não haver solda nas mesmas. Artístico trabalho manual em ferro. Atrás havia vidros transparentes e tinham a função de poço de luz. Iluminava a sala de entrada da casa. Na fachada central as almofadas retangulares na alvenaria, apostos nas duas laterais do edifício, decoram as divisas da construção. Deve-se destacar que o ponto forte do imóvel é justamente a conservação de sua fachada. A pintura põe em evidência o estilo da construção. Tomaz de Aquino Pires